Em coinvestimento com a LeadX (Grupo Metro, Alemanha), a Omnes Capital (França) e a Pathena (Portugal), o Fundo 200M, gerido pela PME Investimentos, participou numa ronda de investimento no valor de 18 milhões de euros na startup portuguesa 360imprimir, uma plataforma de e-commerce assente num modelo de negócio fabless e focada no do-it-yourself.

Com 21 milhões de euros faturados em 2018, um crescimento de quase 80% face ao ano anterior e uma previsão de alcançar 35 milhões de euros de faturação em 2019, a 360 imprimir inicia também, com este investimento, uma nova fase de recrutamento, criando mais de 100 empregos qualificados a juntar aos atuais cerca de 200.  Esta nova ronda de investimento vai ainda permitir alavancar as operações da empresa localizadas em Torres Vedras e em Braga, a entrada em novos mercados na Europa e nos EUA, alargar a gama de produtos e investir em tecnologia e I&D.

Segundo Marco Fernandes, CEO da PME Investimentos, “o plano de crescimento apresentado pela 360imprimir, o elevado perfil dos coinvestidores privados na presente ronda, bem como a sustentabilidade apresentada pela empresa nos últimos anos, foram os elementos chave na decisão de investimento do Fundo 200M. Este caso, tal como os outros dois coinvestimentos já concretizados, simbolizam bem os objetivos deste fundo 200M, pensado para atrair investidores qualificados em tecnologia e que colmatem o gap de financiamento de capital no crescimento das startups em Portugal, as chamadas series A e B, onde as necessidades são geralmente bem acima dos valores do seed investment”.

Para Paula Ferreira, Diretora da área de Fundos da PME Investimentos, “a concretização de uma operação de coinvestimento como a da 360imprimir corresponde ao reconhecimento de todo um trabalho efetuado ao longo dos últimos 10 anos pela PME Investimentos em prol do mercado de capital de risco português, sendo muito satisfatório ver cumpridos os objetivos a que o Fundo 200M se propõe, nomeadamente pela mobilização de três coinvestidores de enorme relevância em termos de investimentos concretizados em empresas nas áreas de IT / e-commerce, o que permitirá conferir um boost à 360imprimir no crescimento e expansão do seu projeto”.

O Fundo 200M, gerido pela PME Investimentos e cofinanciado pela União Europeia via Portugal 2020, alavancou até ao final de abril de 2019 coinvestimentos em 3 empresas: na Biosurfit, num total de 10M € de investimento, com a corporate sueca Boule Diagnostics a investir 5M euros, a 360 Imprimir e ainda um investimento internacional numa terceira startup, ainda não tornado público, mas que tem também por interveniente um VC europeu de referência que apostou numa equipa de investigadores portugueses ligados a um grande centro de investigação médica localizado em Portugal.  No total, os 3 acordos já fechados representam um investimento acima de 30M euros com um aporte do Fundo 200M de cerca de 11M€, o que permite um relevante rácio de praticamente 1 para 2 entre capital publico e privado.

Abaixo mais informações sobre candidaturas submetidas e as características e origem dos investidores.

Sobre o Fundo 200M:
O Fundo de Coinvestimento 200M, gerido pela PME Investimentos – Sociedade de Investimento, SA, foi criado através do D.L. nº 126-C/2017, de 6 de outubro, e tem como objeto a realização de operações de investimento de capital e quase capital em Pequenas e Médias Empresas, em regime de coinvestimento com entidades especializadas em capital de risco, pretendendo-se assim, fomentar a constituição ou capitalização de empresas que se encontrem nas fases de arranque (de Seed a Series A e B), bem como promover o incremento da atividade de capital de risco em Portugal, através da mobilização de entidades especializadas de capital de risco nacionais e internacionais que, para além do investimento financeiro aportado, permitam às empresas a aquisição de conhecimento e experiência técnica, comercial e financeira. O Fundo de Coinvestimento 200M  é cofinanciado pela União Europeia, através de verbas do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, canalizadas pelo Fundo de Capital e Quase capital e pelos Programas Operacionais Regionais.

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